Cinco empresas dominam mercado de seguros no país

Cinco empresas dominam mercado de seguros no país

Cinco das 27 seguradoras que operam no mercado angolano concentram 75 por cento dos prémios de seguros emitidos em 2018, calculados em 104 mil milhões e 842 milhões de kwanzas.

Trata-se da Ensa Seguros, Saham Angola, Fidelidade Angola, Nossa Seguros e Global Seguros que obtiveram nos últimos cinco anos, no total, uma produção calculada em 451 mil milhões e 782 milhões de kwanzas.

Os dados vêm expressos num relatório da Agência Reguladora de Supervisão de Seguros de Angola (Arseg), sobre o “Sector Segurador e dos Fundos de Pensões” no período 2014-2018, que a Angop teve acesso hoje.

No mesmo período (2018), indica o estudo, a 10 primeiras seguradoras (incluindo Bic Seguros, Prudencial Seguros Tranquilidade Angola, Bonws Seguros, Fortaleza Seguros) concentraram 92% da produção do mercado somando em 139 mil milhões e 726 milhões de kwanzas.

 Em relação a indemnizações, no período em análise (2014-2018), o sector segurador desembolsou seis mil milhões, 269 milhões kwanzas para ressarcir segurados do ramo “Vida” e 255 mil milhões, 648 milhões e 530 mil kwanzas para o ramo “Não Vida” .

O relatório da Arseg refere que, neste período, o volume de indemnizações cresceu cerca de 65%, tendo apresentado um agravamento gradual, com excepção do ano de 2015 e 2018, nos quais foram apresentados ligeiras quebras.

À semelhança da produção, os pesos das indemnizações recaem, essencialmente, aos Ramos Não Vida, representando mais de 90% do total. Neste ramo, destacam-se os seguros de Acidentes, Doença e Viagens (com especial enfoque para o peso que o Ramo Saúde tem vindo a alcançar) e o Automóvel.

O relatório da Arseg apresenta uma análise da situação económica, financeira e patrimonial do sector, assim como o respectivo enquadramento na conjuntura nacional e internacional. Centra-se essencialmente no fornecimento de informação completa, fiável e robusta sobre a actividade do sector segurador e de fundos de pensões, e na identificação de tendências e interpretações causais fiáveis para as evoluções registadas.

De acordo com o estudo, o sector enfrenta muitos desafios e para ultrapassá-los tomaram-se medidas como “elaboração de nova regulamentação do seguro das operações petrolíferas, em fase de aprovação final pelos poderes públicos, a assinatura do protocolo entre a Arseg e o Ministério da Educação, visando a introdução, no sistema de ensino, de matérias relativas aos seguros e aos fundos de pensões, a criação do portal da Arseg e a disponibilidade do provedor de seguros, como elemento de apoio às reclamações de clientes junto das seguradoras”.

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