PAC reforçado com mil milhões de dólares do Deutsche Bank

PAC reforçado com mil milhões de dólares do Deutsche Bank

O Programa de Apoio ao Crédito (PAC), criado pelo Executivo angolano, em 2019, vai beneficiar ainda este ano de um financiamento avaliado em mil milhões e 120 milhões de dólares norte-americanos, visando a dinamização da sua implementação.

Desse montante, cerca de mil milhões de dólares serão disponibilizados pelo banco alemão Deutsche Bank, enquanto o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) dispõe de 120 milhões de dólares, segundo o ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, que falava hoje à imprensa, à margem de um encontro de trabalho entre ministros, governos provinciais e responsáveis de vários departamentos ministeriais.

Além desse valor, anunciou, os bancos comerciais também renovaram a intenção deste ano financiarem os produtores nacionais com um montante de 141 mil milhões de kwanzas.

Recordou que dos 141 mil milhões de kwanzas disponibilizados pela banca comercial no ano passado, Akz 136 mil milhões foram concedidos a 43 empresas nacionais.

Em breve, avançou, vai se fazer uma actualização, no âmbito do Aviso 7 do Banco Nacional de Angola (BNA) e a nível do instrumento do PAC, para aumentar o número de promotores que beneficiam de financiamentos.




Afirmou que o BNA vai aumentar a exigência de se conceder mais financiamentos aos produtores, através da banca comercial.

De acordo com o ministro, o problema da implementação do PAC “não tem a ver com a disponibilização de fundos”, mas com afinação e organização da estrutura de facilitação do crédito e dos promotores.

Para reverter esse quadro, o Governo contratou quatro empresas de consultoria que vão ser pagas pelos fundos públicos, para trabalharem, fundamentalmente, com as micro, pequenas, médias empresas e cooperativas.

“Estamos a trabalhar com os governadores provinciais para até Abril próximo termos pelo menos 15 cooperativas, em cada província do país”, augurou.

Para o ministro, a implementação do PAC a nível das províncias passa, essencialmente, pela criação de equipas multissectoriais, com vista a direccionar a actividade do crédito às micro, pequenas, médias e grandes empresas.

Escoamento da produção

O governante clarificou que o PAC também destina-se às empresas de logísticas e distribuição, visando facilitar o escoamento da produção local.

De acordo com o ministro, o problema do escoamento da produção deve ser visto em duas perspectivas: construção de infra-estruturas (estradas) e a existência de operadores de logística e distribuição.

Disse que a realidade do país mostra que as grandes superfícies comerciais ao adquirirem os seus produtos pagam de forma atrasada os produtores nacionais, por falta de financiamento, facto que pode ser ultrapassado com a dinamização do PAC.

“O Governo quer alterar essa realidade para que os pagamentos aos produtores sejam feitos no momento da aquisição dos produtos (pronto pagamento), visando dinamizar, fundamentalmente o comércio rural.

Sem essa dinâmica, afirmou, o país não terá o aumento da produção nacional, por causa das limitações dos operadores e a falta de escoamento dos produtos.

O encontro, que serviu para ajustar a maneira como os governos provinciais devem actuar para implementação exitosa do PAC nas respectivas províncias, foi orientado pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, e o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso.




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